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Olá! Hoje passei só para uma "rapidinha"... por favor, não me entendam mal, com certeza não é o que vocês estão pensando...rsrsrs

É que encontrei essa foto no meio das minhas muitas pastas de Cingapura e "by the way"...vocês ainda vão ler muitos posts aqui sobre minhas aventuras lá, tem muita coisa pra contar e aos poucos vou me lembrando e postando.


Bem, uma dessas lembranças é este bichinho aí de cima, na verdade é mais uma curiosidade do que simplesmente uma lembrança.

Em um primeiro momento ele parece bem fofinho não é? Eu também achei quando ganhei numa promoção da Fair Price (uma loja tipo conveniência, tipo mercadinho que é muito comum lá fora). Agente ía juntando uns adesivos e trocava pelos bichinhos.

Fiquei um pouco curiosa e antes de dar pra minha filha brincar fui tentar descobrir o que eram aqueles animaizinhos pretos com carinha de caveira.

Consultei meu amigo Google e voalá!

Skelanimals

Skelanimals são uma nova linha que tem agendas,cadernos, cadernetas,camisetas,pelúcias e etc.
Eles são bichinhos bem dark e esqueléticos!

De acordo com o estilista criador, eles são esqueléticos porque tiveram um final trágico e morreram e cada um tem uma história de "morte" diferente.
Por exemplo: A gatinha se chama Kit e a história dela é assim: Kit era uma gata que tinha a cabeça maior que o corpo, um dia ela viu seu reflexo na piscina, pulou e se afogou.
Acha que estou brincando? Não minha gente, isso é bem sério... é uma história mais terrível do que a outra por tráz desses bichinhos "fofinhos".
Mas o que primeiro chamou minha atenção foi o slogan da marca: "Dead Animals Need Love Too", ou no bom e velho português: "Animais mortos também precisam de amor". Hâ??? Como assim???
Como diz o título deste post, tem quem goste, mas eu não. Minha filha não vai ter um bichinho "morto" que teve uma história trágica e horrorosa que eu não quero nem que ela saiba qual foi, já pensou, que lindo... eu contando a historinha da gatinha Kit pra ela dormir?
Eu quero na minha vida e na minha casa muito amor sim, mas amor com vida, com alegria e coisas que nos tragam paz.
De qualquer forma achei válido dividir aqui com vocês, temos que tomar cuidado com o que deixamos entrar na nossa casa e principalmente o que damos nas mãos dos nossos filhos... Por favor, podem comentar e dar suas opiniões tá.
Um beijo,
Paula Teixer

Depois de uns 15 minutos de "branco" total, descobri que não é nada fácil falar sobre Bali.

Não porque não tenha sobre o que falar, mas porque para mim, Bali é muito mais sentimentos e emoções do que palavras... e como expressar a essência de um sentimento? Fazer com que vocês que estão lendo esse post consigam sentir pelo menos uma parte do que senti naquele lugar?



Uau! Prometo que vou tentar, vamos lá!...

Minhas expectativas para a viagem de Bali eram muito complexas, já tinha ouvido falar muita coisa e visto muitas fotos, pois algumas amigas que estavam em Cingapura comigo já haviam passado por lá primeiro. Mas ao ouvir o relato das experiências vividas por elas, ficava encantada, mas não me identificava totalmente.

Algumas pessoas, adoram a parte religiosa de Bali e vão pra lá no intuito de encontrar algum sentido espiritual, algum direcionamento em meio as religiões que são muito forte por lá, como o induísmo por exemplo. Outras pessoas querem aproveitar as lindas praias com luxuosos Resorts e uma paisagem lindíssima.

Mas euzinha não me encaixava muito bem em nada disso. Quanto a minha fé, sou muito bem resolvida, graças a Deus. Acredito em Deus como único em minha vida, Jesus Cristo que deu a vida em meu lugar e o amado Espírito Santo que me guia, me consola, me fortalece e todos os dias me presenteia com sua graça.

Quanto as praias, queria muito conhecê-las. Como ir para Bali e não ver as praias de Bali? Só um louco desprezaria isso não é?
Mas eu não queria ficar em nenhum Resort luxuoso, queria mesmo era ficar no meio da cultura, dos vilarejos e principalmente dos balineses.

Foi aí que traçamos nosso roteiro (com a ajuda especial da minha amiga Renata Silvestre) e decidimos ficar hospedados em Ubud, um vilarejo muito simpático longe do burburinho da cidade mas perto de todos os passeios que queríamos fazer.

Quando chegamos em Bali fomos recepcionados pelo nosso querido motorista particular Wayan. Isso mesmo, você não ouviu errado não! Em Bali éramos muito chiques, tínhamos motorista particular! KKKK
É que lá, dirigir é quase impossível, as ruas são uma loucura, sem sinalização, muitas motos, estreitas e ainda com mão inglesa. A moeda em Bali também ajuda bastante, então é mais barato você contratar alguém pra ficar com você o dia todo, do que pagar táxi toda hora.

Recepção calorosa do Wayan com direito a bandeirinha do Brasil.

Então Wayan era nosso "amigotorista". Digo isso porque o Wayan se tornou um amigo para nós, muito querido, sempre sorrindo, nos levava nos melhores lugares, nos ajudava a entender como pagar os tantos donativos que se paga em Bali e outras coisinhas mais que explico depois.

Chegamos a tarde no Aeroporto de Depansar e partimos para Ubud, mais ou menos 2 horas de carro.
Em Ubud, entramos em umas ruazinhas bem estreitas e já começamos a avistar os campos de arroz, muita vegetação, patinhos pra todo lado e as típicas casas balinesas até chegarmos na nossa pousada Putri Ayu Cottages. Ela ficava em meio as plantações de arroz, um lugar realmente mágico.
























A pousada era muito simpática, a decoração típica do local, bem como eu havia sonhado. Os quartos e o café da manhã deixaram um pouco a desejar, mas como só estaríamos alía a noite, então não ligamos muito. Agora se puder ficar mais tempo em Bali e for aproveitar melhor o hotel, é melhor procurar uma que tenha uma estrutura melhor, tem muitas por lá, para todos os gostos e bolsos, claro! srrs.

Nós fizemos nosso check-in e para não perder tempo, fomos passear.


Primeira parada Café Wayan para almoçar, local indicado pela Rê e pelo Wayan e nós amamos tanto que comemos lá duas vezes depois rsrs. Foi aí que descobri as delícias da comida indonésia, bem diferente da comida chinesa ou tailandesa, a da Indonésia é mais parecida com a nossa comida no Brasil, os temperos são deliciosos.

De barriguinha cheia, final de tarde, ainda daría tempo de conhecer algum lugar por aqui e neste mesmo dia, neste primeiro tour começaram as primeiras emoções, com direito a sustos e choro...


Mas essa história fica para o próximo post tá,

Um beijo,
Paulinha Teixer




Quando você viaja para um lugar novo, procura visitar os principais pontos turísticos e se der tempo, consegue se aprofundar um pouco mais.
Conhecer Cingapura foi incrível, mas o melhor de tudo foi poder conhecer não só os pontos turísticos famosos, mas conhecer quase todos os bairros, bisbilhotar por cada canto e poder descobrir alguns tesouros escondidos.

A arquitetura de Cingapura é totalmente diversificada, influenciada por vários lugares e períodos e vai desde os estilos Eclético ao Contemporâneo. É incrível como conseguimos observar tendências do mundo todo aplicadas aos edifícios.

Outro ponto que evidencia essa diversidade é a religião. Os muitos templos espalhados pela cidade, ocupam seu espaço, contam sua história e marcam muito bem sua presença sem se sentir inibidos pelos novíssimos e super tecnológicos prédios modernos.
 (arquivo pessoal)
 (arquivo pessoal)
 (arquivo pessoal)
 (arquivo pessoal)
 (arquivo pessoal)
(arquivo pessoal)
Litle Índia
(arquivo pessoal)
Em termos estéticos e tecnológicos a arquitetura de Cingapura pode ser dividida em duas partes: a mais tradicional, Pré Primeira Guerra Mundial - Período Colonial, ou a mais moderna, Pós guerra - Pós Colonial.

Da arquitetura tradicional, temos as Malay Houses ou Kampongs, casas contruídas em palafitas ( tipo de construção geralmente encontrada em regiões alagadas onde a casa é elevada do solo por pilotis) que foram construídas em Cingapura pelos imigrantes vindos da Malasia ou Indonésia.
As Kampongs houses foram feitas para se adequar a climas tropicais como o  de Cingapura. São basicamente, casas de madeira, com paredes de madeira, bambu ou palha e telhado de palha, construída sobre pilotis. O conceito arquitetônico da casa é muito simples mas muito inteligente e sustentável. Ficou curioso em saber mais? O site http://www.malaysiasite.nl/starteng.htm dá mais detalhes sobre o assunto.


  

Os Shophouses híbridos,  sobrados de dois ou mais andares, geminados, que como o próprio nome já diz, abriga lojas no térreo e residências em cima. A fachada das casas geralmente seguem um mesmo alinhamento na rua e podem ocupar até um quarteirão inteiro.
Quando foram construídos, meados de 1950 até a década de 80 os shophouses não tinham muita decoração e as cores eram em geral off-white, mas foram se degradando ou pelo tempo ou por incêndios e então após o período colonial os que restaram começaram a passar por um tipo de "revival", ganhando novas cores e novos usos como hotéis, casas de chá e até cinemas.

Hoje em dia, passeando pelas ruas de Cingapura, se você ficar atento pode encontrar vários deles. Eu adorei! Amei as cores, o ritmo das fachadas alinhadas mas cada uma com sua linguagem pessoal de acordo com seu novo uso... Fazia questão de andar bem devagarzinho para curtir cada detalhe rsrs. Bem ao lado do hotel onde fiquei tinha uma rua super simpática toda de shophouses, a maioria eram empresas fechadas (depois coloco a foto rsrs......), mas também encontrei em Chinatown, Lithle Índia e tem também uma travessa super boêmia bem no meio da Orchad Road (principal avenida dos shoppings), com muitos barzinhos, restaurantes e pubs... delícia de clima, um charme!



Shophouses
Fonte: http://nalenda14.blogspot.com/ SEJARAH DAN TEORI SENIBINA 2
 Clarke Quay
(arquivo pessoal)
Clarke Quay
(arquivo pessoal)
E ainda os Bungalows em preto e branco, estes são casas pintadas de branco, arejadas e espaçosas que foram construídas no período colonial para abrigar os expatriados britânicos. O estilo incorpora elementos de artes e oficios do Reino Unido e os movimentos do Art Deco e estão espalhados por toda a ilha podendo ser alugados pela "bagatela" de $ 10,000 a $ 50,000, alguns já foram totalmente renovados e viraram restaurantes ou bares.
Onde encontrar? Dê uma passada pelos arredores do Botanical Gardens e na região do Tanglin Village, nessa região você vai encontrar ótimos restaurantes, entre eles o famoso The White Habbit http://www.thewhiterabbit.com.sg/, vale a pena conferir.

Black and White Bungalow



A arquitetura moderna em Cingapura começou com o estilo Art Deco e a chegada do concreto armado como material de construção popular. Este estilo moderno era muito utilizado entre os anos de 1950 a 1970, principalmente nos apartamentos de habitação pública. Outro estilo ou movimento muito popular na época era o Brutalismo (estilo que privilegiava a verdade estrutural das construções, deixando aparente o concreto armado ou destacando os elementos estruturais como perfis metálicos, vigas ou pilares). 
Entre os arquitetos brutalistas,  holofotes para Le Corbusier, seus últimos projetos são apontados como prenunciadores do movimento. No Brasil, da Escola Paulista saíram vários arquitetos influenciados pelo movimento como Vilanovas Artigas, Paulo Mendes da Rocha, entre outros. A arquitetura de Oscar Niemeyer também é considerada como futurista-brutalista.


Colonade Condominiums, Singapore
DBS Building Tower One ( Estilo brutalista)
Fonte: wikipwdia - Author=Nlannuzel |Date=2009-06-08

Cingapura passou por uma grande renovação urbana o que gerou um "boom" de construção na história da Ilha e estes são os estilos mais vistos por lá.
Abaixo outros trabalhos significativos para a arquitetura deste período.
Pearl Bank Apartments by Tan Cheng Siong
Fonte: Wikipédia
 Golden Mile Complex by Design Partnership
Fonte: Wikipédia

Depois disso vieram, um pouco mais tímidos, outros estilos, como historicista e desconstrutivismo e em tempo, a redescoberta do patrimônio histórico do país com um programa de conservação e restauração dos edifícios, exemplo disso é o Museu Nacional de Cingapura.
É gratificante saber que é uma construção de 1887 que foi preservada e poder andar pelos amplos corredores do museu, observar os traços tradicionais da fachada e acabamentos, mas poder desfrutar do conforto moderno presente na automação das portas, telas interativas complementando as exposições, além de ser totalmente acessível para portadores de necessidades especiais... ah!...e com destaque para a iluminação natural nas áreas de convivência e circulação. Lindo!
 National Museum of Singapore
Fonte: Wikipédia


 Singapore Art Museum
(arquivo pessoal)
(arquivo pessoal)
Assim que cheguei na ilha, o que me chamou mais atenção foi a quantidade de paisagismo espalhada pela cidade e inserida nos edifícios, logo no primeiro dia percebi a explicação mais óbvia: A cidade é muito quente mas extremamente úmida, o que favorece o crescimento das plantinhas e por outro lado, por causa do calor insuportável, quanto mais puder se revestir as fachadas com materiais que não retenham o calor melhor né... e a vegetação ajuda muito a deixar os prédios mais frescos.

Mas pesquisando sobre a verdadeira história, para não ficar só nas minhas percepções... e resumindo... os arquitetos de Cingapura buscaram encontrar e criar um tipo de construção local que fosse adequada ao clima tropical da ilha, influenciada pelas casas vernáculo malaio, mas usando métodos de construção moderna. Foi aí que, final dos anos 90, surgiu o que podería ser chamado de arquitetura "tropical moderno", nada mais era do que o retorno ao puro e simples com ênfase no paisagismo exuberante como forma de sombreamento no lugar das grandes cortinas de vidro comum na arquitetura moderna. Claro que isso foi gerado também por causa da preocupação com aquecimento global e sustentabilidade ambiental, uma vez que em Cingapura o ar-condicionado dos edifícios é o grande vilão no consumo de energia elétrica no país.

Escola de artes de Cingapura
Foto: Ana Paula Teixer
Escola de artes de Cingapura
Foto: Ana Paula Teixer


(arquivo pessoal)


A partir daí, Cingapura queria se tornar grande e começam a aparecer os grandes ícones da arquitetura que seríam a identidade de Cingapura, ou seja, chamarizes para turistas, edifícios para encantar o mundo e trazer dinheiro e investimentos para o país.
Vários edifícios já foram construídos e outros tantos estão em andamento e são, sem dúvida, lindíssimos. Entre os mais famosos estão, Esplanade - Theatres on the Bay Arts Centre, a nova Biblioteca Nacional de Cingapura, o Marina Bay Sands Integrated Resort e a Singapore Flyer.

Maryna Bay Sands e Esplanade
Foto: Ana Paula Teixer
 

 Singapore Flyer
Foto: Ana Paula Teixer


(arquivo pessoal)



 Estádio Flutuante
(arquivo pessoal)

 ArtScience Museum
Foto: Ana Paula Teixer


Foto: Ana Paula Teixer
 Supreme Court
Fonte: Wikipédia
Biblioteca Nacional de Cingapura
Fonte: Wikipédia

Cingapura é uma ilha de surpresas, impressionante nas construções e com seu urbanismo bem resolvido. Com certeza, a partir de agora ficarei sempre ansiosa, esperando o que mais virá de lá, quais serão as próximas novidades? Não vejo a hora de ver imagens do lindo Garden by the bay depois de pronto, quem sabe um dia, voltar lá pra ver pessoalmente, sei que ficará incrível!

Parece brincadeira, mas a foto de cima é da internet, acho que uma maquete eletrônica e a de baixo fui eu quem tirei da obra em construção. Incrível como ficaram num ângulo exatamente igual. rsrsr

Deste lado, muitas construções ainda.
(arquivo pessoal)


Beijos a todos, fotos pessoais incluídas como prometido!

Texto da promessa : (e aguardem mais fotos minhas neste post (fiz o favor de esquecer meu drive com todas as fotos em São Paulo), é que eu não aguentei esperar para publicar e dividir com vocês minha visão mais "técnica" desse lugar que conquistou meu coração.)

Até a próxima,
Paulinha Teixer